"O Butão, país da Ásia entre a Índia e o Tibet, criou uma visão alternativa para medir as riquezas de um país na década de 1970. Em vez de somente medir as riquezas materiais, passou a medir também a felicidade, o bem-estar da população e o desenvolvimento sustentável. Criou então o índice Felicidade Interna Bruta (FIB), pois o Produto Interno Bruto (PIB) não dava mais conta desses conceitos. A conta é simples: quando um país vende seus recursos naturais, por exemplo, o resultado final é tido como crescimento, mas os danos ambientais e sociais podem ser irreversíveis."
"É feita uma pesquisa de percepção com a população que identifica quais os eixos mais importantes para sua felicidade. Isso se torna um referencial para políticas públicas”. A professora Maria Salette Mayer de Aquino, da Universidade Estadual de Campinas, acredita que a mudança é necessária para garantir a felicidade e a continuação da vida. “Todos estão cansados de saber que se mantivermos nosso atual padrão de consumo serão necessários cinco planetas”, diz. Para Dowbor, é preciso mudar o paradigma do que significa felicidade e lucro. “Precisamos redescobrir coisas essenciais para a vida, como ter amigos, conhecer o bairro e valorizar a família".
"O Butão tinha uma política isolacionista até rei Jigme Singye Wangchuck abrir as fronteiras na década de 1980. Em 2006 ele abdicou ao trono em favor do filho e implantou a democracia no país. Antes, já havia revolucionado com a idéia de criar o índice Felicidade Interna Bruta (FIB). Hoje o país é visto como exemplo a ser seguido. Mais de 70% do território tem cobertura vegetal original e há investimentos na área de turismo ecológico. Em 1982, a expectativa de vida era de 43 anos, hoje é 65. A mortalidade infantil caiu de 163 por mil nascidos vivos para 52 por mil. Apesar disso, há problemas: a televisão só chegou ao país em 1999 e há conflitos étnicos com os vizinhos nepaleses. "
(para mais: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=828421)
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